quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ALÉM DOS PRECONCEITOS





DE UM MESTRE ESPIRITUAL:

Eu nunca serei capaz de conhecer minhas reais possibilidades até que eu veja através do limite dos meus preconceitos sobre o que sou, e o que eu posso aperfeiçoar.

Durante o curso de minha vida, tenho formado uma visão das coisas, dos outros e de mim mesmo. Desde que esta visão é tão intima, parece para mim a mais lógica e sensível, se não a única e correta. Desta forma eu equacionei "preconceitos" com certas idéias preconcebidas; haveriam certas pessoas que veriam diferente de mim, inexperiente ou singular.

Eu não compreendo que a atitude que dá origem a determinadas idéias sobre outras pessoas é a mesma que cria preconceitos, que tolda a visão de mim mesmo e da realidade em geral.

Os meus preconceitos sobre outras pessoas impedem-me de conhece-las e ter um relacionamento harmonioso com elas; preconceitos são também o que bloqueia o meu desenvolvimento e não permitem-me ampliar minha visão da vida e do mundo. Eu tenho preconceitos sempre que troco a verdade pela minha opinião.

Eu facilmente noto os preconceitos de outras pessoas, mas é doloroso descobrir e aceitar que eu também tenho preconceitos. Vejo preconceitos nos outros, todo o tempo, mas é surpreendentemente desagradável quando alguém aponta os meus. Estou habituado a pensar que minhas opiniões refletem a verdade e não uma posição que tomei em favor ou contra alguém.

De fato, tenho sempre feito um esforço para superar minhas preferências de maneira que serei capaz de manter uma visão que é uniforme e justa, contudo minha mente, diz-me que o mundo é diverso e que meu caminho de ser, sentir e pensar é somente um entre vários. Eu não posso deixar de reagir quando vejo pessoas que vivem e pensam diferente do meu caminho. Isto é quase que como se eu percebesse neles um perigo potencial do qual eu tenho que me proteger.

Quando paro e penso sobre a natureza dos preconceitos, descubro que não estou livre deles, até mesmo intelectualmente: "eu aceito a ideia que todo o ser humano merece o mesmo respeito e tem a liberdade de escolher suas crenças e estilos de vida".

Quanto ao conhecimento em geral, minhas opiniões são simplesmente baseadas naquilo que leio, em conversações parciais e esporádicas  experiências, ou idéias que acontecem estar em voga. Eu não acho estranho que embora minhas experiências diretas sejam limitadas, minhas ideias são firmes e sólidas. Talvez isso é porque eu sinta que não posso viver sem a segurança de pensar que o que acredito é exatamente do jeito que eu acredito que é, e assim eu imagino que o que acredito, eu realmente, de fato sei. Em resumo, eu confundo minha presunção com conhecimento, minhas opiniões com julgamentos seguros.

Certamente não será sensato rejeitar todo simples julgamento, porque o julgamento nunca pode ser definitivo, pois preciso de uma base afim de fazer algo na vida. Mas se eu me mantenho ciente que meus julgamentos são necessariamente provisórios, posso manter minha mente aberta para novas concepções, posso aprender continuamente a compreender o meu caminho, e manter minhas opiniões atualizadas.

Vejo que este processo já acontecendo ao meu redor - nas ciências, por exemplo. É extraordinário notar quão rapidamente teorias que eram acreditadas serem firmemente estabelecidas, estarem continuamente descartadas por novas descobertas. Na ordem social, cresce intercomunicação e interdependência entre pessoas, suas economias, suas políticas e até suas ideologias - instigam-nos a aceitar outras culturas, outras opiniões, outras tradições. O mais exato conhecimento dá-nos um amplo alcance. Beligerância transforma-se em tolerância, e a tolerância leva-nos a aceitação, conhecimento, harmonia e integração.

Se desejo desenvolver a capacidade de aprender continuamente, preciso deixar de lado meus preconceitos sobre a realidade. Se quero me revelar completamente como uma pessoa, eu tenho que transcender os preconceitos que tenho sobre mim mesmo. Não é fácil para mim aceitar que tenho preconceitos sobre o que sou. A ideia exata parece inacreditável para mim: Como posso ter preconceitos sobre mim mesmo? Minhas mais bem fundamentadas opiniões são aquelas que se referem à minha pessoa. No final que ou o que eu posso conhecer melhor do que mim mesmo? Nada está mais próximo de mim ou mais continuamente comigo do que eu mesmo. Contudo não me conheço bem, eu não estou falando sobre conhecimento essencial do meu ser - "conhece-te a ti mesmo" - mas sobre o simples conhecimento do meu caminho de ser, reagindo e expressando a mim mesmo. Eu tenho provas dos limites de meu conhecimento próprio a cada momento; os membros de minha família, meus amigos, doutores, professores e conhecidos, conhecem-me de um jeito diferente da maneira que eu me conheço.Eles me conhecem de um jeito que é algumas vezes tão diferente que eu penso que não corresponde com o que eu realmente sou. Eu começo a pensar que os outros não me entendem, que sou diferente do jeito que eles me dizem que sou. Isto é tanto, que desta forma muitos dos conflitos em meu relacionamento com os outros, originam-se na diferença entre a percepção que eles tem de mim e a que eu tenho de mim mesmo. Isto aumenta minhas frustrações, fazendo-me sentir incompreendido ou injustamente tratado.

Meus preconceitos sobre o que posso realizar, impedem-me de distinguir minhas possibilidades, talvez a melhor delas. Em quantas ocasiões meus amigos, professores ou guias tentam persuadir-me a fazer algo, mas falho em alcançar, porque imagino que não posso fazê-lo. Eles vêem em mim, possibilidades que não vejo. É comum aceitar que outros vejam em mim o que não sei como ver ou não sou capaz de reconhecer. Isto se deve ao fato de que o conhecimento que tenho de mim é parcial e incompleto. Contudo, em tal fraco princípio construo ideias firmes sobre como sou, minhas virtudes, meus defeitos, minhas limitações, minhas possibilidades e meus preconceitos sobre o que sou, impedem-me de ver todas as minhas possibilidades.

A mesma coisa frequentemente acontece quando novas pessoas chegam a algum lugar. Os recém chegados não são melhores ou mais capazes daqueles que lá estão. A diferença é que eles vêem naquele lugar possibilidades que aqueles que moram lá não acreditam que têm. Eles podem trazer algo novo porque eles acreditam que podem fazer isto. Isto frequentemente ocorre quando a pessoa imagina estar fazendo algo diferente e decide embarcar num esforço, que outros pesam ser loucura ou absurdo. Como o caso dos descobridores e dos aventureiros que atravessaram oceanos, descobriram terras, rasgaram os céus, imaginaram ser possível sair para o espaço. O que era diferente com eles? Era que suas imaginações foram mais longe que seus preconceitos, o que era considerado normal em seus grupos, eles acreditaram que algo era possível, enquanto aos olhos de todos não era.

Eu frequentemente penso que minhas limitações são exteriores à outras pessoas, o ambiente e circunstâncias são os obstáculos que impedem meu desabrochar. Isto deve ser verdade para uma certa extensão, mas tenho certeza, que nunca serei capaz de conhecer minhas reais possibilidades  até que veja além dos limites de meus preconceitos sobre o que sou e o que posso realizar. Isto refere-se não somente ao meu talento exterior, tal como as coisa materiais e a graduação acadêmica que posso adquirir, mas também à minha vida espiritual. Além do que acredito que sei sobre mim mesmo, além do que os outros acreditam que sabem sobre mim. lá repousa o espaço interior ainda inexplorado por mim, lá repousa as possibilidades espirituais, que somente eu posso descobrir interiormente, tanto quanto eu amo a liberdade espiritual o suficiente para transcender meus próprios preconceitos.  

O meu desejo por liberação espiritual instiga-me a mover-me entusiasticamente para o Divino, e assim, para o grau ao qual eu espiritualmente desabrochei, eu encontro as barreiras que eu mesmo coloquei - sem compreender o que estava fazendo - entre minha alma e o Divino. Estas limitações são fundamentalmente interiores. Elas vem do caminho no qual eu vejo para mim mesmo, e interpreto a vida espiritual, meu desabrochar e a realização do que eu desejo atingir. Para o grau, o qual eu transcendi estes preconceitos, meu relacionamento com outras descobertas, minha visão do mundo e da expansão da vida, estão bem com o caminho no qual eu compreendo a mim mesmo. Principalmente, eu aprofundo o caminho, eu entendo ambos, minha vida espiritual e meu relacionamento com o Divino.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

AUTO GESTÃO E SUSTENTABILIDADE.



Tanto se fala em auto gestão, em sustentabilidade, etc...mas, se fala, via de regra, em relação às empresas, em relação à sociedade, em relação ao planeta, ou seja, sempre o outro, sempre fora.
Mas, e em relação a nós mesmos?. 
A necessidade de trabalhar sobre nós mesmos, o discernimento do momento que vivenciamos, a profunda reflexão da vida e de nossas circunstâncias, devem vir em primeiro lugar, para que em relação ao restante seja uma realidade evidente, senão, será apenas uma informação e motivos de muitos discursos: palavras ao vento.
Para ajudar nesse trabalho, poderíamos verificar em que medida nos sustentamos com nossas próprias forças e geramos o que necessitamos, ou em contra partida, somos para os outros, para nossa família, para a sociedade uma CARGA:     


              MATERIAL - EMOCIONAL - MENTAL


Para não ser uma carga material, poderíamos pensar:

Se geramos os recursos que usamos;
Se geramos hoje as bases para o futuro;
Se criamos o espaço que ocupamos, sem invadir o dos outros: áreas, coisas, tempo.

Além disso, se geramos recursos, áreas, tempo, para ajudar os outros.

Para não ser uma carga emocional:

Se sublimamos nossas contrariedades em compreensão, fé e tolerância, sem sobrecarregar os outros com nossas afeições;
Se geramos alegria ainda que algo nos aflija;
Se produzimos harmonia, amor e paz no ambiente que nos rodeia.

Para não ser uma carga Mental:

Se compreendemos a natureza de nossas relações como o que temos, com o que experimentamos e se atuamos em consequência;
Se compreendemos que nossas posses e nossas experiências são temporárias e que o único que nos resta é o que aprendemos e se incorporá a nós como a noção que somos em relação com a vida, o mundo e o Divino.
Se transcendo o conceito do "BEM" e do "MAL":
Quando deixo de fazer algo não é porque é "mal", mas porque atrasa meu desenvolvimento ou produz dano;
Quando procuro algo não é porque é "bom", mas porque faz bem, já que produz o meu desenvolvimento.
Ou seja, uso a minha inteligência a meu favor.

Fazendo assim, estamos iniciando o caminho da Auto Gestão e da Sustentabilidade de nós mesmos e gerando muitos recursos para todos os outros.


Ensinamentos de CAFH - Um Caminho de Desenvolvimento Espiritual.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

VIDA ESPIRITUAL



Uns chamam vida espiritual aderir a um dogma e praticar os ritos de sua fé.
Outros chamam vida espiritual trocar seus dogmas e ritos por outros dogmas e práticas.

Alguns chamam vida espiritual estudar as chamadas ciências ocultas.


Muitos pensam que a vida espiritual é a sua inclinação para apreciar a arte e as coisas belas.

Incluso os que dizem não ter ou não crer na vida espiritual sentem as vezes o desejo de uma vida melhor; e quantos há que apesar de rejeitarem a ideia de um ideal transcendente, trabalham por uma ideia de bem comum, que vai mais além de seus interesses imediatos.

Todos os seres têm vida espiritual.

Por isso pensamos que invés de discutir se a vida espiritual existe ou não, ou o que é vida espiritual, o que nos conviria é que cada um de nós descubra sua vida espiritual; que cada um se faça consciente das características que tem e como se desenvolve sua vida espiritual.

É corrente a ideia de que a vida espiritual é um meio para salvar a alma, ou para ganhar o céu, ou para liberar-se ou para evoluir e desenvolver-se.

Conviríamos ampliar esta forma limitada de conceber nossa vida espiritual.

Seria mais útil para nós compreender que a vida espiritual não é um meio que permanece sempre igual enquanto nós evoluímos. Para que possamos desenvolver-nos, nossa vida espiritual necessita desenvolver-se conosco.

Em outras palavras, a vida espiritual é também um processo que segue uma linha de desenvolvimento.

Possivelmente esse enfoque troque a ideia que muitos de nós tem de sua vida espiritual.

Quando alguém empreende sua vida espiritual, seja que ela consista em professar uma crença, em práticas devotas, em sistemas de meditação ou na realização de um ideal social, crê que o único que tem a fazer é crer, praticar, ou estudar, ou cumprir um programa para alcançar seu objetivo.

Não obstante, não ocorre assim; quando alguém crê que está alcançando o que buscava não encontra o que esperava. São comuns, por isso, as crises de fé e as desilusões que fazem pensar a alguns que a realização a que aspiram é inalcançável.

É provável que o problema não resida na capacidade de realizar, e sim que consista em uma interpretação errada do desenvolvimento.

Há um momento em que o desenvolvimento se detém se não se desenvolve também o motor desse desenvolvimento: o objetivo que se persegue. Isto nos exige trabalhar especialmente sobre os motivos que nos impulsam.

Ao mesmo tempo que nos desenvolvemos necessitamos desenvolver, em outras palavras, espiritualizar nosso ideal. Nosso desenvolvimento individual não pode separar-se nem realizar-se em forma independente do desenvolvimento de nossos objetivos.

Como tomo consciência de qual é o meu objetivo?

Tenho que perguntar-me que é o que quero realmente. Porém não para saber que coisa quero, e sim para descobrir de que natureza é isso que eu quero.

Se, por exemplo, quero bens materiais, poderia parecer que quero algo diferente que se digo que quero estar contente. Porém ambos os objetivos consistem em satisfazer meus desejos da mesma maneira. Ambos são da mesma natureza; são objetivos pessoais. Se o que quero á a felicidade de minha família, ou de meus amigos, isso implica um objetivo de outra natureza, porque vai mais além de meu interesse estritamente pessoal.
O que tenho que descobrir é qual o desejo que realmente me move e que está detrás do que digo; porque posso estar dizendo que quero o bem estar de minha família quando na realidade, o que quero é minha própria tranquilidade.

Muitas vezes cremos que trocamos a natureza de nossos objetivos sem aperceber-nos de que trocamos somente os nomes com que designamos as mesmas coisa, e que uma troca de nome não implica uma troca de objetivo.

Para poder desenvolver minha vida espiritual também necessito saber qual a relação que tenho com os objetivos que creio ter. Para ajudar-me neste sentido conviria que, por exemplo, refletisse sobre:

- Que aspectos de minha vida constituem para mim minha vida espiritual,     meu desenvolvimento como indivíduo.

- Que transcendência tem meu objetivo espiritual em minhas decisões            habituais.

- Se existe ou não uma oposição entre meu objetivo espiritual e meus           objetivos cotidianos.

- Se existe em mim uma divisão entre o desejo de desenvolver-me e o tipo   de desejos que movem meus atos.

É comum que, quando alguém se faz estas perguntas, verifique que ele não é uma unidade; que ele está submetido à luta de forças contraditórias.

Isto não quer dizer que não se realiza uma vida espiritual frutífera; mostra somente em que estado estamos e em que sentido necessitamos desenvolver-nos.

Eu posso ser membro de uma igreja, e pensar que minha vida espiritual é o meu credo, minha fé, minhas práticas devotas. Por outro lado, sinto-me à merce de meus sentimentos variáveis, de meus pensamentos confusos e, não obstante, sinto que eles são a minha vida e que me expressam a mim tal como sou. Depois, quando volto às minhas devoções, sinto que também tenho outra vida, minha vida espiritual, mas que de alguma maneira está desconectada do que habitualmente sinto que sou e que vivo.

Muitas vezes meu trabalho, a vida diária, minha relação com os demais é um processo de ação e de reação no qual perco minha noção de ser. Quando trato de recuperá-la recorro às minhas práticas espirituais, minha meditação, minha devoção ou minha ação de bem sobre os demais. Mas isto não impede que me sinta dividido, como se estivera no meio de uma batalha interior na qual a cada instante corro o risco de perder meus valores espirituais.

Quando me vejo falhar penso que fracassei em minha vida espiritual e que o remédio está em praticar melhor meu credo, seja este o de uma religião, de um caminho espiritual ou de uma ideia social.

É bom que eu tome consciência da maneira como aplico as idéias que digo ter, mas essa consciência não me libera da luta contínua para ser fiel a ela. Isto me mantém como que encerrado em um círculo vicioso de que me sinto culpado por minha debilidade e imperfeição.

Há um instante na vida espiritual em que nos parece que estamos estancados sem remédio, sem que vejamos saída adiante.

Esse é o momento de descobrir qual é a natureza de minha vida espiritual.

Em primeiro lugar, qual a natureza de meu objetivo. Depois, que coerência tem minha vida espiritual, de que maneira está comprometido todo seu ser nela. E, por último, tenho de descobrir se minha vida espiritual se desenvolve em si mesma; se se apoia sobre os mesmos estereótipos de meu passado, se sofreu uma purificação, se meus objetivos se espiritualizaram.

Se minha vida espiritual não se desenvolve em si mesma; se minha maneira de ver-me a mim mesmo não trocou; se minhas intenções não se expandiram, meu próprio desenvolvimento é uma ilusão. Mantendo-me atado ao que concebi, a essa cristalização que fiz do que podia ser o bem e a verdade para mim.

O desenvolvimento espiritual propriamente dito é um processo que começa quando se concebe um objetivo que transcende os interesses pessoais estritos. É o despontar da consciência de ser algo mais do que o mero produto do instinto de conservação e do desejo de auto satisfação.

Logo a vida espiritual vai se desenvolvendo na medida em que se expande a noção de ser.


Se minha noção de ser é a de ser independente e separado da realidade que me circunda, minha vida espiritual tem também essa característica. Quando minha noção de ser se expande e inclui em minha consciência e em meu interesse algo mais que eu mesmo, também o faz minha vida espiritual.

É impossível desenvolver a vida espiritual se nos aferramos a uma noção de ser que resiste a expandir-se e participar.

Não obstante, muitas vezes cremos que estamos desenvolvendo nossa vida espiritual embora seja evidente que nossa noção de ser não se desenvolve.

Como posso saber se se desenvolve minha noção de ser?

É muito simples. Basta que eu observe qual é a natureza de meus pensamentos habituais: como penso, em que penso, o que me preocupa.

A área que cubro com meus pensamentos habituais é na prática a que cobre minha noção de ser. Naturalmente não estamos falando neste caso da consciência de ser, senão dos limites até onde chega a noção que tenho de ser-no-meio. 

Se meus pensamentos habitualmente se concentram em mim e o que quero, essa é minha noção de ser. O meio não é  "meu"  meio, senão que é  "o outro",  o oposto a mim.

Se meus pensamentos habituais incluem os outros, eles se incluem em minha noção de ser e formam "meu" meio.

A experiência nos mostra que quando o indivíduo se desenvolve espiritualmente se expande sua noção de ser e a noção que ele tem de qual é o "seu"  meio, até que esse meio são todos os seres humanos, o mundo, o universo.

Qual é  "minha"  noção de ser? Quais são os limites de meus pensamentos habituais? Hão se expandido? Se é assim, minha vida espiritual também experimentou um desenvolvimento. Se, em troca, permaneço dentro dos mesmos limites, minha solução não consiste em intensificar minhas práticas espirituais, trocar de dogma ou de exercícios. O que necessito é trabalhar interiormente para expandir minha noção de ser e espiritualizar a natureza dos objetivos que motivam meus esforços.

A questão não é ser  "mais"  espiritual. A questão é desenvolver a ideia do que é espiritual e do que é vida espiritual.


Ensinamentos de CAFH - Um Caminho de Desenvolvimento Espiritual.  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DESEJO - ATO CONTRÁRIO - RESERVA DE ENERGIAS.


O desejo não é bom nem mau: é uma força. Mas alguns desejos são melhores do que outros.

Para alcançar a realização Divina o Ser necessita ter toda a sua força em seu poder e ter discernimento para aplicá-la sobre um ponto único e simples.

Impulsos inconscientes se expressam através de uma gama interminável de desejos.

O Ser está submetido a duas forças que o impulsionam em duas direções opostas: para o desenvolvimento e para a regressão.

O ato certo é muito simples de entender e exercitar. Consiste em não satisfazer os impulsos.

Um Mestre espiritual dava este conselho: "Antes de fazer algo, pense como vai sentir-se depois de havê-lo feito; isso lhe ensinará o que deve ser feito.

Alguns fazem obras de arte com resíduos; outros transformam em lixo materiais preciosos. Não tem sentido reagir contra o que se recebeu; deve-se aprender a transformá-lo em uma obra perfeita.

O exercício do ato contrário se começa a praticar como uma simples reserva de energias. Uma forma elementar de começar é controlar a curiosidade. Um Mestre espiritual sempre desviava o tema de conversação quando lhe interessava muito; não praticava ascéticas aparatosas, mas nunca fazia nada para evitar as pequenas mortificações da vida cotidiana. Comia a comida tal como lhe era servida, sem condimentá-la a seu gosto; não bebia se não lhe ofereciam; suportava o frio e o calor, acomodando-se às preferências dos que o rodeavam. Nunca se queixava de nada nem de ninguém, de maneira que todos pensavam que não necessitava nada e que sempre se sentia bem.

Uma das formas comuns de praticar o ato contrário consiste em não discutir nunca nem defender as próprias opiniões.

A prática do ato contrário permite ser útil à Grande Obra. Enquanto se obedece aos desejos se faz o que se gosta. Quando se aprende a controlá-los se faz o que é necessário fazer.

Os Mestres espirituais preferem os áridos exercícios de meditação aos estados profundos de oração que facilmente podem alcançar. Eles são conscientes de que a realização espiritual não se alcança através das sensações. Vivem entre os homens por um ato de amor. Mas as pessoas que somente buscam satisfazer seus desejos, dividem a vida entre o que lhes agrada e o que lhes desgosta. Para eles o ato contrário é absurdo. Para aqueles que buscam seu desenvolvimento é uma expressão de liberdade.

Certa vez, em um maravilhoso entardecer na alta montanha, o discípulo disse ao seu Mestre:
"Há tanta paz em mim que posso dizer-lhe que não desejo a liberação". 
"Essa é a liberação", respondeu o Mestre.


Considerações sobre um ensinamento de Cafh.
Cafh - Um Caminho de Desenvolvimento Espiritual.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Conhecendo um pouquinho das idéias do Mestre: DOM SANTIAGO


Relato de um de seus primeiros companheiros:
Conheci Dom Santiago. Em sua presença senti que penetrava numa atmosfera diferente da que estava acostumado a respirar; causou-me impacto o campo de liberdade em que ele se movia e intui de imediato que estava diante de um ser superior. Em seu ser vislumbrava uma grandeza de alma que eu sempre havia buscado.
Dom Santiago era um espelho para mim em sua presença eu me via "demasiadamente" bem. Meu passado surgia como uma densa sombra, mas também vislumbrava um mundo novo e a força de uma vocação lançada a um destino futuro.
A simples presença de Dom Santiago me fez ver, desde o primeiro momento, a diferença fundamental entre o que eu entendia até então por idéias espirituais e o que é vida espiritual.
Dom Santiago me disse: "Se houver oferenda de vida, sim! Se houver oferenda consumada até o fim".
Dom Santiago queria saber como eu respondia como ser moral.
Dom Santiago apresentava-se tal como era e não forçava ninguém a segui-lo: simplesmente estava ali. E sua presença era tudo.
Na presença de Dom Santiago sentia sua força liberadora, percebia o seu "não interesse" por mim. A grandeza de seu gesto libertador significava não querer possuir o outro. O que Dom Santiago queria dizer? Qual era seu ensinamento fundamental? Qual era sua doutrina?
Dom Santiago possuia uma vasta cultura. Em alguns momentos refletia a cultura do oriente místico, em outras exaltava a mística cristã e os exemplos de santidade.
Dom Santiago não fazia "doutrina", não "fixava" o pensamento, não o corporificava num "sistema de idéias", porque ele mesmo não era um sistema de idéias.
Dom Santiago dizia: "A originalidade do Caminho da Renúncia e o que o diferencia das religiões conhecidas é que não transmite uma doutrina dogmática ou um corpo sistemático de idéias, mas constitui-se num "estado de alma".
Dom Santiago dizia: "Nunca diga que sabe algo, porque senão estará perdido: sua mente deve estar sempre aberta, receptiva a novas formas ou expressões da verdade".
Na presença de Dom Santiago fui sentindo progressivamente a energia emanente e expansiva de sua pessoa.
Mas a energia que eu começava a sentir na presença de Dom Santiago era algo diferente.
Dom Santiago se adiantava ao futuro com uma visão realmente extraordinária.
"A humanidade está passando por um momento crucial" - me dizia - "e muitas almas, como uma antecipação à evolução, estão realizando em seu interior a grande experiência de preparar novos moldes para o homem do futuro".
Corria o ano de 1937...Dom Santiago, olhando o céu estrelado, falava de grandes ciclos do devenir universal e do mundo futuro. A era de peixes chegava ao fim e começava um "novo tempo" sob o signo de Aquário: uma nova expressão de vida divina abria os céus.
O que era esse "algo" que Dom Santiago descobria com seu olhar penetrante no mistério da noite estrelada?
Vivemos numa destas épocas-chave, num destes "tempos-eixo" que alguns seres como Dom Santiago vislumbravam com muita antecipação.
Dom Santiago falava dos grande mestres do universo, dos intérpretes da vontade divina na geração e construção da Grande Obra Universal sobre a terra.
Dom Santiago anunciava que entre os anos de 1972-79 um novo iniciado se faria presente na humanidade.
Dom Santiago dizia: "o senhor reparou que todos os místicos cristãos que têm visões vêm a figura de Cristo e todos os budistas vêm o Bhuda...por que será?
Ouvi Dom Santiago falar uma única vez sobre esse anúncio de forma simples.
Não voltou mais a falar sobre o assunto.
Teve para mim muita importância o testemunho de vida de Renúncia na pessoa de Dom Santiago.
Como aprendi Renúncia com Dom Santiago?
Por pregação? Pelo ensinamento formal de novos princípios? Por disciplina?
Sim e não. Diria que fui aprendendo por similitude.
Vejamos se podemos caracterizar ainda melhor o fundo místico do estado de Renúncia de Dom Santiago.
Eu sentia Dom Santiago como alguém que "morreu!", como alguém que cruzou a barreira existencial da "morte" e está vivendo além da morte.
Dom Santiago em sua condição de mestre é aquele que "morreu". Somente quem morreu pode ensinar aos demais como cruzar a barreira da morte.
Junto a Dom Santiago, como eram vãos os meus problemas.
Dom Santiago se interessava profundamente por todos os aspectos da vida. Sempre tinha tempo para tudo e entregava-se com o mesmo amor tantos às grande ações como às pequenas.
Dom Santiago tinha uma ideia espiritual única que apontava para a egoência do ser.Dizia "Você tem que compreender que hoje em dia não há uma ideologia melhor que a outra , ou um sistema social melhor  do que outro - e completava - a doutrina social do futuro é bem simples: a Renúncia. Ali está todo o segredo da felicidade do mundo: não tirar nada, recolher o pedacinho de pão do chão e comê-lo, como faziam nossos avós, ou utilizar o que se joga fora da verdura para preparar com isso um novo prato; tudo o mais é passado e morte".Dom Santiago era um ensinamento não escrito, mas transmitido verbalmente em função da vida. Dom Santiago dizia que compreensão ou sentimentos deveriam ser acompanhados por expressões concretas da vida.
Dom Santiago costumava dizer: "os homens de hoje que querem verdadeiramente ajudar a humanidade, deixam de escrever livros, renunciam a seus bens e vão viver com os mais pobres e os mais deserdados.
Dom Santiago me contou : um sacerdote operário deixou seu hábito e vestindo roupas humildes foi viver junto aos operários e participar de suas vidas humildes e de sacrifício. Começou a trabalhar no porto, carregando nos ombros essas pesadas sacas e vivendo como seus companheiros de trabalho. Eles chegaram a saber que ele era um padre, mas ninguém jamais lhe perguntou se o era na realidade.
Certo dia, em seu trabalho, caiu um guindaste sobre ele e o matou: assistiram ao seu enterro centenas de homens de todas as condições e de todas as idéias.
Dom Santiago dava à vida consagrada um valor fundamental e a considerava como suprema vocação do homem sobre a terra.
A partir do ano de 1952 Dom Santiago fundou na América as primeiras comunidades espirituais, inspiradas num profundo sentido místico de consagração. No entretanto, Dom Santiago não se cansava de repetir que eram muito poucos os chamados a deixar tudo por amor a Deus e à humanidade.
Dom Santiago costumava exemplificar esta singularidade vocacional, com relatos simples e amenos: "um grupo de patinhos estão na água - dizia - todos são iguais, mas há um diferente; geralmente são todos brancos, mas entre eles há um que é preto. O mesmo ocorre com as famílias: entre vários filhos um deles pode não ter nascido para seguir a mesma vida tradicional dos outros irmãos; geralmente todos se casam, mas há um que não nasceu para se casar. Se trata-se de uma filha, chegada uma certa idade os pais desejam que tenha um namorado e que se case, mas infelizmente ela não nasceu para a vida de casamento. E se casa simplesmente para agradar os pais ou seguir o que é de hábito, será muito infeliz. Há almas que nasceram para Deus. Cada um deve responder com fidelidade à voz íntima de sua vocação".
Quando eu perguntava a Dom Santiago que sentido tem esse tipo de vida, que valor pode ter para os demais homens que inclusive ignoram sua existência, ele me respondia: "esta vida é o que torna possível que os demais vivam".
Dom Santiago dizia que os seres consagrados, qualquer que seja a religião a que pertençam e qualquer que seja a ideologia - são "membros" desse corpo místico que anima e dá sentido à sociedade humana.
Convivendo com Dom Santiago comecei a me dar conta de que haviam zonas estritamente privadas em sua vida, percebia que haviam zonas de vida em que eu não podia entrar, zonas de clausura.
Dom Santiago acerca deste novo mistério da existência me respondia com um paradoxo: "você pode estar ao lado de um místico, conhecer sua vida, seus costumes, conversar com ele e crer que o conhece, mas não pode chegar nunca a certas zonas de seu interior".
Como será a sociedade do futuro?, perguntava eu a Dom Santiago. E ele me respondia de forma simples, mas carregada de significado: "os sábios e os santos serão sacerdotes, legisladores e guias da humanidade.


Dom Santiago Bovísio foi o fundador de Cafh - Um Caminho de Desenvolvimento Espiritual.





quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O DESPERTAR...



Terra, 114 milhões de anos atrás, de manhã, logo após o nascer do sol: a primeira flor que aparece no planeta abre-se para receber os raios solares. Antes desse formidável acontecimento, que representa uma transformação evolucionária na vida das plantas, o globo já estivera coberto de vegetação por milhões de anos. A primeira flor provavelmente não durou muito tempo. As flores devem ter permanecido como um fenômeno raro e isolado porque talvez as condições ainda não fossem favoráveis à plena ocorrência do florescimento. Um dia, porém, um limite crítico foi alcançado e, de repente, deve ter se dado uma explosão de cores e perfumes por toda a Terra--isso é o que uma consciência observadora teria visto se estivesse presente.

UM NOVO MUNDO
O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA
ECKHART TOLLE

SEXTANTE

Nesse livro, Eckhart Tolle nos exorta a produzir uma modificação em nosso Estado de Consciência, ou seja, o despertar.
Como descrito acima no Capítulo Um, "O DESABROCHAR DA CONSCIÊNCIA HUMANA", EVOCAÇÃO.
Ele nos mostra o  futuro eminente, em relação ao limite crítico que estamos por alcançar em relação à consciência humana, assim como se sucedeu com as flores, começamos com os "fenômenos raros e isolados", os grandes Mestres da humanidade, Buda, Jesus, Maomé, Patanjali, Platão, Ramakrishna, e tantos outros, e com o passar dos tempos, estamos alcançando massa crítica, assim como aconteceu recentemente com a primavera Árabe, e estamos próximos de uma explosão de cores e perfumes da consciência.
Ele nos conclama, a participar e acelerar esse processo despertando a nossa própria consciência.
Ficar fora desse processo é perder o trem da história, vamos embarcar nessa.
Recomendo a leitura.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

UMA PROVA DO CÉU



O céu existe? Como podemos provar? que evidências podemos considerar?

O Dr. Eben Alexander III acredita que sim, ele nos traz a "prova" através do seu livro:

Uma Prova do Céu - A jornada de um neurocirurgião à vida após a morte.
Publicado pela Editora Sextante.

Palavras do Dr. Eben:

"Minha experiência mostrou que a morte não é o fim da consciência e que a existência humana continua no além túmulo. E, mais importante ainda, ela se perpetua sob o olhar de um Deus que nos ama e se importa com cada um de nós."

Tenho certeza que, independentemente de nossas crenças, a leitura desse livro pode ampliar nosso estado de consciência, aliviar a dor da perda, trazer consolo e esperança, de que tudo não se resume somente a esta etapa de possibilidades; que a "vida" é muito mais ampla e abarca outras realidades.
Em minha opinião ele nos traz a prova científica.
Recomendo a leitura.

Transcrevo abaixo parte de uma poesia, publicada no livro, de autoria de David M. Romano, que me tocou particularmente, intitulada: "Quando o amanhã começar sem mim" 

Quando o amanhã começar sem  mim,
E eu não estiver lá para ver,
Se o sol nascer e encontrar seus olhos 
Cheios de lágrimas por mim,
Eu gostaria que você não chorasse
Da maneira que chorou hoje,
Enquanto pensava nas muitas coisas
Que deixamos de dizer.
Sei quanto você me ama,
E quanto amo você,
E cada vez que você pensa em mim,
Sei que sente minha falta.
Mas quando o amanhã começar sem mim,
Por favor, tente entender
Que um anjo veio e chamou meu nome,
Tomou-me pela mão
E disse que meu lugar estava pronto
Nas moradas celestiais
E que eu tinha de deixar para trás
Todos os que eu tanto amava.
Mas quando me virei para ir embora....


...Logo, quando o amanhã começar sem mim,
não pense que estamos separados,
Pois todas as vezes que pensar em mim,
Eu estarei dentro do coração.




quinta-feira, 13 de junho de 2013

CHAMA VIVA DE AMOR - falando de "AMOR"

São João da Cruz - Obras Completas - CANCÃO I

Oh! chama de amor viva,
Que ternamente feres
De minha alma no mais profundo centro!
Pois não é mais esquiva,
Acaba já, se queres,
Ah! rompe a tela deste doce centro.

13

"Observemos como o amor é a inclinação da alma, e a sua força e potência para ir a Deus; pois é mediante o amor que a alma se une com Deus; e, assim, quanto mais graus de amor tiver, tanto mais profundamente penetra em Deus e nele se concentra. Donde chegamos à seguinte conclusão: na mesma proporção dos graus de amor divino possuídos pela alma, são os centros que ela pode ter em Deus, cada um deles mais profundo que o outro; porque o amor, quanto mais forte, mais unitivo. Deste modo podemos interpretar aquelas muitas moradas que, no dizer do filho de Deus, há na casa do Pai Celeste. Logo, para a alma estar em seu centro que é Deus, basta-lhe ter um só grau de amor, pois com esse único grau une-se com Deus pela graça. Se tivesse dois graus, ter-se-ia unido mais a Deus, concentrando-se nele mais adentro; se chegar a possuir três graus, aprofundar-se-a em três centros; finalmente, atingido o último grau, o amor de Deus conseguirá ferir até nesse último e mais profundo centro da alma, transformando-a, então, e iluminando-a totalmente, na sua íntima substância, potência e virtude, segundo a capacidade dela. Chegará o amor ao ponto de coloca-la num estado em que ela parece Deus. É isso a semelhança da luz quando investe um cristal puro e limpo: quanto mais numerosos forem os raios de luz sobre ele dardejados, tanto mais luminosidade vai sendo ali concentrada, e o cristal vai brilhando mais ainda. Pode até chegar a receber tal profusão de luz que venha a parecer transformado na própria luz, e não haja mais diferença entre o cristal e a luz, porque está iluminado por ela tanto quanto lhe é possível recebe-la assim parece a própria luz".


Essa é uma das muitas possibilidades do ser humano, e sua pureza é determinada pela pura intenção do momento e não por suas experiências passadas. Desse ponto de vista, todos podemos alcançar esse estado unitivo pela "graça", refletindo a luz Divina, e nos tornando "semelhantes".
Um dia RADIANTE. 






quarta-feira, 12 de junho de 2013

ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS...

QUE O AMOR POSSA SER ASSIM:





SEM INTERESSE.







                                         PURO COMO A NATUREZA.








CHEIO DE DENGO.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Meditação produz mudanças genéticas que melhoram a saúde - com informações da New Scientist

PUBLICADO NO DIÁRIO DA SAÚDE - 08/05/2013

Meditação gera mudanças genéticas que melhoram a saúde

Mais uma vez a ciência corroborando o conhecimento esotérico.


Depois de vencerem muitos preconceitos de seus colegas, cientistas já demonstraram que, entre os benefícios da meditação, estão a redução do risco de ataques cardíacos, derrames e da morte por todas as causas.
Uma equipe norte-americana afirmou recentemente que, se a ioga fosse remédio, ela seria o melhor remédio do mundo - a ioga é uma dentre várias técnicas de meditação.
A novidade agora é que se descobriu que a meditação altera a expressão de genes envolvidos com vários processos benéficos à saúde.
E os resultados podem aparecer em minutos, dispensando anos de isolamentos em mosteiros nas montanhas do Tibete.
Estudos anteriores já documentaram mudanças no cérebro quando as pessoas praticam meditação, mas esta é a primeira vez que se demonstra mudanças na expressão dos genes.
Segundos os pesquisadores, esse pode ser o mecanismo principal que poderia explicar os efeitos benéficos relatados da meditação, da ioga e da oração.
Efeitos genéticos da meditação
Herbert Benson e seus colegas do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) analisaram os perfis genéticos de 26 voluntários - nenhum dos quais meditava regularmente - antes de ensinar-lhes uma rotina de relaxamento com duração de 10 a 20 minutos.
As práticas incluíam recitar palavras, fazer exercícios de respiração e tentativas de interromper o fluxo automático de pensamentos.
Depois de oito semanas de meditação diária, o perfil genético dos voluntários foi analisado novamente.
Os genes reforçados têm três principais efeitos benéficos: melhorar a eficiência das mitocôndrias, a usina de força das células, aumentar a produção de insulina, o que melhora o controle de açúcar no sangue, e evitar o esgotamento dos telômeros, as tampas dos cromossomos que ajudam a manter estável o DNA e evitam que as células se desgastem - em duas palavras, retardam o envelhecimento.
Os genes que se tornaram menos ativos foram aqueles governados por um gene mestre chamado NF-kappaB, que desencadeia uma inflamação crônica que leva a doenças como a hipertensão arterial, doenças cardíacas, doença inflamatória intestinal e alguns cânceres.
Resultados em minutos
Os cientistas queriam testar a meditação ao extremo, e então decidiram analisar os genes antes e depois de uma única sessão de meditação.
Os resultados foram conclusivos: as alterações genéticas benéficas induzidas pela meditação ocorreram em poucos minutos.
"Parece fazer sentido que você veja essas respostas depois de apenas 15 a 20 minutos, assim como, inversamente, curtos períodos de estresse elevam os hormônios do estresse e geram outros efeitos fisiológicos que são prejudiciais a longo prazo," comentou Julie Brefczynski-Lewis, da Universidade Oeste da Virgínia em Morgantown, que estuda os efeitos fisiológicos das técnicas de meditação.
E você, já meditou hoje?

sábado, 11 de maio de 2013

SOBRE A REALIDADE DO AMOR

O AMOR NUNCA FALHA

O AMOR NÃO SE UFANA
O AMOR NÃO É SOBERBO
O AMOR NÃO SE IRRITA COM FACILIDADE
O AMOR NÃO VISA O PRÓPRIO INTERESSE
O AMOR NÃO FAZ MAL JUÍJO

O AMOR NUNCA FALHA

Essa é a mensagem que todos os grandes Mestres deixaram para todos nós seres humanos.
E você??? AMA??? reflita sobre as afirmações acima.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - PENSAMENTOS IV



É claro que eu confio na Lei do Amor! Uma vez que o universo opera de acordo com a Lei do Amor, como poderia eu acreditar em outra coisa.


Para receber luz, eu vou direto à Fonte de Luz, não a qualquer de seus reflexos. Ainda, torno possível que venha mais Luz a mim, vivendo de acordo com a luz mais elevada que possua. Eu não posso me enganar sobre a Luz que vem da fonte, pois esta vem com completa compreensão, de modo que possa ser explicada e discutida.


Julgar os outros de nada lhe serve e pode lhe fazer mal espiritualmente. Só quando você consegue inspirar alguém a julgar-se a si mesmo, terá feito algo que vale a pena.


Nunca pense que algum esforço na direção correta tenha sido infrutífero. Todo esforço correto produz bons frutos, quer você veja seus resultados ou não. Simplesmente concentre-se em pensar, viver e agir em nome da paz, viver, inspirando outros a fazer o mesmo, e deixe os resultados nas mãos de Deus.


Você não pode mudar qualquer pessoa, a não ser você mesmo. Após tornar-se um exemplo, você pode inspirar outros a mudar.


Numa situação conflituosa você deve pensar numa solução que é justa para todas as partes envolvidas, não na solução que seria mais vantajosa para você. Somente uma solução justa para todos será eficaz, a longo prazo.


Seus motivos devem ser bons para seu trabalho surtir bons efeitos.  



sexta-feira, 12 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - PENSAMENTOS III


Concentre-se em dar a fim de que você se abra para receber. Concentre-se em viver de acordo com a sua luz a fim de que você possa se abrir para mais luz.


Algumas vezes, as dificuldades do corpo vêm demostrar que o corpo é apenas uma roupagem transitória, que o real é essa essência indestrutível que põe o corpo em atividade.


Depois de encontrar a paz interior, o crescimento espiritual ocorrerá harmoniosamente, pois que, agora governado pelo eu superior, você fará a vontade de Deus, sem que alguém precise pressioná-lo a fazê-lo.


Nada ameaça aqueles que fazem a vontade de Deus, e a vontade de Deus é amor e fé. Aqueles que sentem medo e ódio não estão em harmonia com a vontade de Deus e facilmente terão dificuldades.


Todas as dificuldades em sua vida, têm um propósito. Elas estão lhe empurrando em direção à harmonia, com a vontade de Deus.


Há sempre uma maneira de se fazer o bem.


O que sofremos vem da nossa imaturidade. Se formos maduros a guerra não seria um problema
 seria __impossível



quinta-feira, 11 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - PENSAMENTOS II


A vida espiritual é a vida real__tudo o mais é ilusão e decepção. Somente aqueles que têm apego tão só a Deus são verdadeiramente livres. Somente aqueles que vivem de acordo com as mais elevadas luzes, tem suas vidas em harmonia. Aqueles que agem de acordo com as mais elevadas motivações convertem-se em poder para o bem. Não importa que outros sejam visivelmente afetados. Resultados não devem ser procurados ou desejados. Saiba que qualquer coisa que você faça, qualquer boa palavra que você diga__qualquer pensamento positivo que você nutra__terá bons efeitos.


Todas as pessoas podem ser trabalhadoras pela paz. Sempre que você traga harmonia a uma situação carente de paz, você está contribuindo para a paz, na sua totalidade. Á medida que você tenha paz na sua vida, isto se refletirá ao seu redor e no seu mundo.


Aquilo que é recebido de fora pode ser comparado ao conhecimento. Leva a uma crença que é, raramente, forte o bastante para levar a uma ação. Aquilo que, após recebido de fora, é confirmado a partir do interior, ou aquilo que é diretamente percebido do interior (que é a minha maneira) pode ser comparado à sabedoria. Leva a um saber e a ação corre paralela a isto.


Em nosso desenvolvimento espiritual, temos muitas vezes que arrancar raízes e fechar capítulos em nossas vidas até que não mais estejamos apegados a qualquer bem material e possamos amar as pessoas sem qualquer apego a elas.


Você não pode afastar-se de qualquer situação sem um dano espiritual, a menos que isso seja feito com amor.


Se você quiser ensinar alguém, jovem ou velho, você deve começar onde ele está, isto é, em seu nível de compreensão. Se você vê que a pessoa já está além do seu nível de compreensão, deixe que essa pessoa lhe ensine. Posto que os passos em direção ao avanço espiritual ocorrem em tão variada ordem, muitos de nós podemos nos ensinar uns aos outros.


Violência física pode terminar mesmo antes que tenhamos aprendido o caminho do amor, mas a violência psicológica permanecerá até que o aprendamos. Somente a paz exterior pode ser mantida pela lei. O caminho da paz interior passa pelo amor. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - PENSAMENTOS I



Podemos passar toda nossa vida dedicados a fazer o bem. Cada vez que encontrar alguém, pense em algo encorajador para dizer-lhe: uma palavra gentil, uma sugestão útil, uma expressão de admiração. Cada vez que enfrentar uma situação, pense em fazer alguma coisa boa: um presente sensível, uma atitude de consideração, uma ajuda.


Existe um critério pelo qual você pode julgar se o que você está fazendo é correto para você. O critério é: "isto tem lhe trazido paz interior?" Se a resposta é negativa, então há algo errado, assim, continue tentando.


Se você ama as pessoas o bastante, elas reagirão com amor. Se eu ofendo alguém, me sinto culpada, é porque sei que se a minha conduta fora correta, a pessoa não se teria ofendido, mesmo que este não estivesse de acordo consigo.
"Antes que a língua possa falar, deve ter perdido seu poder de ferir".


Àqueles que se sentem deprimidos, eu diria: Tente manter seu ambiente cheio de música bonita e maravilhosas flores. Tente ler e memorizar pensamentos inspiradores. Tente fazer uma lista de todas as coisas pelas quais você deveria ser grato. Se há alguma coisa boa que você sempre desejou fazer, comece a fazê-la. Faça um esquema de atividades significativas para você e cumpra esse esquema.


Mesmo que outras pessoas sintam pena de você, jamais sinta pena de você mesmo. Isto tem efeito mortal em seu bem estar espiritual. Reconheça todos os problemas, não importa quão grandes, como oportunidades de crescimento espiritual e tire o máximo proveito dessas oportunidades.


De tudo o que você ler e de todas as pessoas que encontrar, tire o que seja bom para você, aquilo que seu "mestre interior" lhe indique que seja para você, e deixe o resto para lá. Em busca da orientação e da verdade, é muito melhor olhar a fonte através de seu próprio "mestre interior", do que através de pessoas ou livros. Livros e pessoas podem apenas lhe servir de inspiração. A menos que algo desperte dentro de você mesmo, nada significativo terá sido alcançado.


Ninguém é verdadeiramente livre se continua apegado a bens materiais, lugares ou pessoas. Nós devemos ser capazes de fazer uso das coisas e delas abrir mão sem arrependimentos, uma vez cessada sua utilidade. Devemos ser capazes de apreciar e desfrutar dos lugares por onde passamos, e, sem angústias, seguir adiante quando chamados a outro lugar. Você deve ser capaz de relacionar-se amorosamente com as pessoas, sem sentir que as possui e que poderá dirigir suas vidas. Qualquer coisa que você tentar prender, lhe prenderá; se você deseja liberdade, deve dar liberdade.



sábado, 6 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - SUMÁRIO III


__QUATRO RENÚNCIAS__


1. Renuncie à vontade arbitrária.

Você tem, ou é como se tivesse dois eus. O eu inferior, que, em geral, lhe governa egoisticamente, e o eu superior, que está pronto a lhe usar gloriosamente. Você deve subordinar o eu inferior, evitando fazer coisas más, para as quais se sente motivado, não reprimindo-as, mas transformando-as de maneira que seu eu superior possa manter controle sobre sua vida.

                                         2. Renúncia à sensação de isolamento.

Todos nós, em todo o mundo, somos células do corpo da humanidade. Você não está separado dos outro seres humanos e, assim, não pode encontrar a paz apenas para você mesmo. Vocé só poderá encontrar a harmonia, quando você empreende a unidade de todos e trabalha para o bem de todos.

3. Renúncia aos apegos.

Somente quando você renunciar a todos os seus apegos, você estará livre. As coisa materiais estão aqui para serem usadas e qualquer coisa à qual você não pode renunciar, uma vez cessada sua utilidade, lhe possui. Você só poderá viver em harmonia com seus semelhantes quando você abandonar o sentimento de possuí-los e a tentação de dirigir suas vidas.

4. Renúncia a todos os sentimentos negativos.

Se você viver o momento presente, que é o único momento que lhe é dado, realmente, viver, você tende a preocupar-se menos. Se você compreende que aqueles que comentem más ações são psicologicamente doentes, seus sentimentos de rancor se transformarão em sentimentos de compaixão. Se você reconhecer que todas as suas dores interiores são causadas por suas próprias ações erradas, suas próprias reações erradas, ou sua própria errônea inatividade, então você cessará de lhe causar sofrimento.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - SUMÁRIO II

__QUATRO PURIFICAÇÕES__

1. Purificação do templo do corpo.

Você está livre de todos os maus hábitos? Em sua dieta, você dá enfase aos alimentos vitais: frutas, grãos integrais, legumes e nozes? Você vai para a cama cedo e dorme o suficiente? Toma bastante ar puro, sol, exercício e contato com a natureza? Se você respondeu "sim" a todas essas perguntas, você já avançou bastante na direção da purificação do templo do seu corpo.

2. Purificação dos pensamentos.

Não basta fazer e dizer coisas corretas: é necessário também pensar corretamente. Os pensamentos positivos podem exercer poderosa influência para o bem. Os pensamentos negativos podem, por sua vez, lhe deixar fisicamente doente. Assegure-se de que não há qualquer situação conflituosa entre você e qualquer outro ser humano, porque somente quando não mais nutrir pensamentos hostis, você conquistará a harmonia interior.

3. Purificação dos desejos.

Uma vez que você está neste mundo para viver em harmonia com as leis que governam a conduta humana, e com a sua parte no esquema das coisas, seus desejos devem estar voltados para esta direção.

4. Purificação dos motivos.

É obvio que os seus motivos jamais deveriam ser a ambição, o egoismo ou o desejo por auto-glorificação. Você não deveria sequer alimentar o motivo egoísta de alcançar a paz interior para você mesmo. Estar a serviço do seu próximo deve ser a motivação antes que sua vida encontre a harmonia. 



quinta-feira, 4 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - SUMÁRIO I

                                                                                 

QUATRO PREPARAÇÕES

1. Assuma atitudes corretas diante da vida.

Pare de fugir e viver superficialmente, pois isto só lhe trará desarmonia em sua vida. Encare a vida de frente e mergulhe para além da superfície para descobrir suas verdades e realidades. Resolva os problemas que a vida lhe apresenta e você descobrirá que solucioná-los contribuirá para seu crescimento interior. Ajudar a resolver problemas coletivos também contribui para o crescimento e estes jamais devem ser evitados.

2. Viva boas crenças.

As leis que governam a conduta humana se aplicam tão inexoravelmente como a lei da gravidade. Obediência a essas leis nos conduz à harmonia; desobediência leva-nos à desarmonia. Uma vez que muitas dessas leis são do domínio do senso comum, você pode começar praticando todas as coisas boas em que você acredita. Nenhuma vida pode atingir a harmonia a menos que crença e prática esteja, igualmente em harmonia.

3. Encontre seu lugar no Plano da Vida.

Você tem um lugar no esquema das coisas. Qual é este lugar você só o saberá olhando para dentro de você mesmo. Você pode começar a viver de acordo com isto, fazendo todas as coisas boas para as quais sente-se motivado e atribuindo a esta prioridade todas as coisas superficiais que, em geral, ocupam a vida humana.

4. Simplifique a vida a fim de estabilizar harmonia entre o bem estar interior e exterior.

Posses desnecessárias são cargas desnecessárias.Muitas vidas são sobrecarregadas não só com coisas desnecessárias mas também com atividades sem sentido. Vidas sobrecarregadas são vidas desarmônicas e requerem simplificação. Os desejos e necessidades podem ser uma mesma coisa na vida de uma pessoa, e quando isso acontece, há um senso de harmonia entre o bem estar interior e exterior.
Tal harmonia é necessária não só em termos individual, mas, também, da vida coletiva.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - POST VIII

Existe outro tipo de possessividade. Você não possui qualquer outro ser humano, não importa quão próxima seja sua relação com ele. Nenhum marido possui a mulher;  nenhuma esposa possui seu marido; nenhum pai possui seus filhos. Quando acreditamos possuir as pessoas tendemos a dirigir suas filhas e daí surge uma situação de extrema desarmonia. Só quando damos conta de que não as possuímos, que elas devem viver de acordo com suas próprias motivações interiores, é que deixamos de tentar dirigir suas vidas e então descobrimos que somos capazes de viver em harmonia com elas.
Agora a última: a renúncia a todos os sentimentos negativos. Quero mencionar apenas um sentimento negativo: é a preocupação. Preocupar-se é diferente de ocupar-se o que lhe obrigaria a fazer o possível para resolver uma situação.
Preocupar-se é, inutilmente, remoer coisas que não podemos mudar. Vou mencionar apenas uma técnica. Raramente, preocupamo-nos acerca do momento presente, o que, de maneira geral, está aqui. Se você se preocupa, você sofre pelo passado que deveria ter esquecido há muito tempo, ou fica apreensivo pelo futuro que nem sequer está aqui, ainda. Tendemos a passar por cima do momento presente. Uma vez que este é o único momento que pode ser vivido, se você não o vive agora, você jamais chegará a vivê-lo. Se, de fato, você vive o momento presente, tenderá a não se preocupar. Para mim, cada momento é uma nova oportunidade de prestar serviço.
Um último comentário acerca dos sentimentos negativos, algo que me ajudou muitíssimo em uma ocasião que tem ajudado outras pessoas. Nenhuma coisa exterior, nada ou ninguém pode ferir-me internamente, psicologicamente. Eu só posso ser ferida psicologicamente por minhas próprias ações errôneas e sobre as quais eu tenho controle: ou por minhas próprias reações equivocadas, as quais são sutis e enganosas, mas também ser por mim controladas; ou por minha própria passividade em algumas situações, como por exemplo, a atual situação mundial, a qual precisa de minha ação. Quando tomei consciência de tudo isto, que livre me senti! E simplesmente deixei de magoar-me. Agora, alguém poderia me fazer o pior mal e eu sinto apenas a mais profunda compaixão por esta pessoa tão em desarmonia, esta pessoa tão doente psicologicamente, que é capaz de fazer coisas tão perversas. Eu, certamente, não me magoaria através de uma reação errônea de amargura ou rancor. Você tem controle absoluto sobre ferir-se ou não, psicologicamente, e você pode parar de magoar-se a qualquer momento que você assim o queira.
Estes são os passos em direção à paz interior que eu desejava compartilhar com você. Não há nada de novo nisto. É a verdade universal. Eu apenas conversei sobre isto com minhas próprias palavras em termos da minha própria experiência pessoal. As leis que governam este universo operam para o bem tão logo as obedecemos, e qualquer coisa contraria a essas leis não perdurará, pois contém dentro de si os germes da sua própria destruição. O bom em cada vida humana torna possível a nós a obediência a essas leis.
Nós temos livre arbítrio e, assim, depende apenas de nós quão cedo passamos a obedecer a estas leis e encontrar a harmonia, tanto dentro de nós como no mundo.

Todos os VIII post's fora extraídos de uma palestra realizada na Estação de rádio KPFK, Los Angeles.

POST VIII







terça-feira, 2 de abril de 2013

PEREGRINA DE PAZ - POST VII

POST VII



A terceira purificação é a purificação do desejo. Que coisas você deseja? Você deseja roupas novas ou prazeres, artigos, domésticos ou um carro novo? Você pode chegar ao ponto de ter um único desejo: conhecer e fazer sua parte no Plano da Vida.


Pensando bem, há alguma outra coisa verdadeiramente importante a desejar-se?

Há mais uma purificação, que é a purificação das motivações. Quais são os seus motivos para o que quer que você esteja fazendo? Se se trata de pura ambição, egoísmo ou auto-glorificação, eu lhe diria: “Não faça isso”. “Não faça qualquer coisa a partir de um tal motivo”. Mas, isto não é tão fácil porque tendemos a agir com motivos mistos, boas e más motivações estão misturadas. Tomemos um homem de negócios: suas motivações podem não ser as mais elevadas,mas, somadas a estas, estão motivações relacionadas aos cuidados com sua família, e, talvez, traga algum bem à sua comunidade. MOTIVAÇÕES MISTAS!
Sua motivação, para você encontrar a paz interior deve voltar-se para fora de você mesmo - deve ser motivação para o serviço. Deve se dar, não receber. Conheci um homem que era um bom arquiteto. Este era, obviamente, o trabalho certo para ele, mas ele o fazia por motivos errôneos. Sua motivação era ganhar muito dinheiro e passar à frente dos “Silva”. Ele trabalhou até contrair uma doença e foi logo depois disso que o conheci. Consegui que ele fizesse pequenas coisas para servir. Conversei com ele sobre a alegria de servir e sabia que depois desta experiência, ele jamais poderia viver egoisticamente. Correspondemo-nos um pouco depois disto. Em meu terceiro ano de peregrinação,passei por sua cidade e quase não o reconheci quando parei para visitá-lo. Ele era um outro homem! Mas, ainda era um arquiteto. Ele trabalhava em um projeto e me explicou: “Veja, estou fazendo uma planta que se adapte ao orçamento deles e também para que fique bem no terreno onde será construído”. Seu motivo era servir às pessoas para que faria os projetos. Ele estava radiante e completamente transformado! Sua esposa contou-me que seus negócios melhoravam porque agora pessoas vinham de bem longe para encomendar-lhe projetos para suas casas.
Conheci algumas pessoas que tiveram que mudar de empregos a fim de mudar suas vidas, mas conheci muitas outras que simplesmente tiveram que mudar suas motivações, direcionando-as para o serviço, a fim de mudar suas vidas.
Agora a última parte: Estas são as renúncias. Uma vez feita a primeira renúncia, você terá encontrado a paz interior, porque é a renúncia à sua vontade. Você pode praticar isto, abstendo-se de fazer algo que não seja bom, para que você se sinta motivado, mas nunca reprima! Se você sentir-se motivado para dizer ou fazer algo mau, pense em algo bom e, deliberadamente, use a mesma energia para fazer ou dizer algo bom. Isto funciona!
A segunda renúncia é a renúncia a sensação de isolamento. Começamos a sentir-nos à parte e julgar tudo à nossa volta como se fôssemos o centro do universo. Mesmo após adquirirmos um melhor conhecimento intelectual, continuamos, ainda assim, a julgar as coisas dessa maneira. De fato, somos todos células no corpo da humanidade.
Não somos separados dos outros seres humanos. Trata-se de uma totalidade. É somente desta perspectiva mais elevada que você poderá saber o que significa amar seu próximo como a si mesmo. Desse ponto de vista mais elevado emerge uma só maneira realística de se trabalhar e esta será para o bem, você será uma célula contra todas as outras e estará, assim em desarmonia. Mas, tão logo você comece a trabalhar para o bem do todo, você se encontrará em harmonia com todos os outros seres humanos. Esta é a maneira fácil e harmoniosa de viver.
Há, ainda, uma terceira renúncia: a renúncia a todos os apegos. As coisas materiais devem ser postas em seus devidos lugares. Estão ali para serem usadas e está correto usá-las, para isso foram feitas. Mas, quando perderem sua utilidade você deve estar pronto a renunciar a elas e talvez, passá-las para alguém que necessite. Qualquer coisa à qual você não consegue renunciar após perder sua utilidade, passa a lhe possuir, e nestes tempos materialistas, muitos de nós somos possuídos por nossas posses materiais. Não somos livres.